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Nova vacina confere proteção de jovens crianças contra a malária, indica estudo
10/03/2010 12h01


Em um estudo com 100 crianças do Oeste da África com idades entre 1 e 6 anos, a vacina experimental produziu repostas imunes semelhantes ou até maiores do que as observadas em adultos infectados pela malária durante toda a vida. A vacina, que utiliza um adjuvante da GSK, dirige-se ao parasita da malária quando este infecta ativamente os eritrócitos e causa febre e doença.

Essa chamada vacina de fase sanguínea atua em um estágio posterior no ciclo de vida do parasita da malária do que a vacina experimental da Glaxo Mosquirix. “O que me admira sobre esta vacina é a resposta dos anticorpos”, disse Christopher Plowe, da University of Maryland, em Baltimore, e um pesquisador do Howard Hughes Medical Institute, cujo estudo foi divulgado no PLoS ONE.

“Quando você apenas observa os anticorpos antes de imunizar uma pessoa, os adultos em Mali expostos à malária durante toda a vida não adoecem mais. Eles se infectam, mas não ficam doentes”, alegou Plowe. “Isso é exatamente o que se espera de uma vacina fase sanguínea”, completou.

Plowe afirmou que as crianças começam com menos anticorpos. Contudo, após serem vacinadas, seus níveis de anticorpos são os mesmos, ou até mesmo mais altos, do que os observados em adultos em sua comunidade. Os resultados apresentaram poder suficiente para iniciar uma segunda leva de testes em 400 crianças, para verificar se a vacina pode diminuir a infecção.

A nova vacina atinge o parasita da malária depois que este chegou ao fígado, aonde se transforma em uma nova forma chamada merozoíto, que pode infectar novos eritrócitos e causar febre e doença. Plowe disse que acredita que o adjuvante da Glaxo, o mesmo utilizado na Mosquirix, está preparando o sistema imunológico das crianças para desenvolver uma resposta tão robusta.

“A esperança é de que você poderia começar duas ou mais vacinas de primeira geração, especialmente quando você tem o mesmo adjuvante, e ser capaz de chegar a uma vacina de múltiplos estágios”, disse ele.

No mês passado, a Glaxo alegou que espera que a Mosquirix complete o último estágio de testes em 2011 e, se for comprovada sua efetividade, a empresa irá pleitear uma aprovação regulatória em 2012. 

O estudo de Plowe foi financiado pelo National Institute of Allergy and Infectious Diseases e pela U.S. Agency for International Development. A vacina foi inventada e fabricada pelo Walter Reed Army Institute of Research e formulada com um adjuvante da GlaxoSmithKline Biologicals.

A maior parte do 1 milhão ou mais de pessoas mortas a cada ano pela malária são crianças jovens e a maioria vive na África. A Organização Mundial da Saúde afirma que uma criança morre de malária a cada 30 segundos.

Referência: Thera MA, Doumbo OK, Coulibaly D, Laurens MB, Kone AK, et al. (2010) Safety and Immunogenicity of an AMA1 Malaria Vaccine in Malian Children: Results of a Phase 1 Randomized Controlled Trial. PLoS ONE 5(2): e9041. doi:10.1371/journal.pone.0009041. Veja a íntegra do estudo clicando aqui.

Fonte: Medcenter


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