Infectologia Hoje
Infectologia Hoje

No final de 2005, a SBI lançou o boletim técnico-científico Infectologia Hoje, uma iniciativa em parceria com o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. Trata-se de mais um importante veículo da Sociedade para a divulgação do conhecimento médico-científico, visando à difusão de informações atualizadas sobre diagnósticos, tratamentos e o manejo clínico das doenças infecciosas.

Com linguagem simples e objetiva, a intenção é fornecer um instrumento de capacitação e atualização não apenas para os infectologistas, mas também para as demais especialidades médicas, profissionais e serviços de saúde que tratam de HIV/Aids em todo o país.

Com periodicidade trimestral, além de apresentar revisão de temas a partir de artigos científicos, estudos, ensaios clínicos, conferências e diretrizes médicas, o Infectologia Hoje valoriza a própria produção da SBI que, ao congregar especialistas em diversas áreas, representa importante manancial na elaboração do saber em Infectologia.

A seguir, acesso para as páginas das edições do boletim, onde se encontram os arquivos para download de cada boletim e as referências bibliográficas com leituras recomendadas:

A matéria principal da primeira edição do boletim Infectologia Hoje aborda a “Terapia antirretroviral e alterações metabólicas”, apresentando os principais efeitos adversos dos tratamentos anti-HIV, entre eles a acidose lática, a esteatose hepática, a dislipidemia, a hiperglicemia, os distúrbios de coagulação, o rash cutâneo, a osteonecrose e a osteoporose.

São comentadas ainda as mais relevantes alterações metabólicas, os riscos das complicações, os procedimentos terapêuticos recomendados, os testes de rotinas e a necessidade de notificação dos efeitos colaterais.

Há também uma matéria sobre “Lipodistrofia em HIV-positivos”. Um dos principais desafios da terapia antirretroviral, que tem mobilizado médicos e pacientes em busca de soluções. Aborda ainda a possibilidade de tratamento pelo SUS, segundo portaria do Ministério da Saúde de 2004.

Um rol de publicações sobre pesquisas realizadas abordando questões como diabetes, cardiopatias, hipertensão, anemia e pancreatite, está entre as leituras recomendadas dessa edição.

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Veja o conteúdo desta edição na íntegra, fazendo o download do arquivo abaixo (PDF):
Infectologia Hoje – ano I – nº 1 – Alterações Metabólicas da Terapia Antitrretroviral

Leituras recomendadas

Veja a indicação de bibliografia pertinente à temática desta edição:

Benhamou Y, Di Martino V, Bochet M et al. Factors affecting liver fibrosis in human immunodeficiency virus- and hepatitis C virus coinfected patients: impact of protease inhibitor therapy. Hepatology 2001; 34(2):283-7.
Carr A, Cooper DA. Adverse effects of antiretroviral therapy. Lancet 2000; 356:1423-30.
Carr A, Samaras K, Burton S et al. A syndrome of peripheral lipodystrophy, hyperlipidaemia and insulin resistance in patients receiving HIV protease inhibitors. AIDS 1998; 12:F51-8.
Montessori V, Press N, Harris M et al. Adverse effects of antiretroviral therapy for HIV infection. CMAJ, Jan. 20, 2004; 170 (2):229-238.
Sweet, D E. Metabolic complications of Antiretroviral Therapy. Top HIV Med. 2005; 13(2):70-4.
Cardiopatas
Sekhar RV, Jahoor F, Pownall HJ, et al. Cardiovascular Implications of HIV associated Dyslipidemic Lipodystrophy. Current Atherosclerosis Reports 2004, 6:173?179.

O conteúdo desta edição traz como matéria principal “Riscos biológicos e segurança dos profissionais de saúde”, que apresenta a norma do Ministério de Trabalho e Emprego, em vigor desde abril, regulamentando a questão de segurança e saúde no trabalho, a partir de diretrizes de proteção e prevenção aos riscos a que os profissionais estão expostos nos serviços de saúde.

No texto “Patógenos veiculados pelo sangue são os principais riscos” são abordadas as infecções pelo HIV e as hepatites B e C, consideradas as mais importantes e potencialmente transmissíveis exposições ocupacionais. A matéria compreende ainda os principais aspectos envolvidos no contágio desses patógenos e as medidas de profilaxia recomendadas pelo Ministério da Saúde brasileiro.

No artigo “Segurança e saúde ocupacional”, a infectologista Cristiane Rapparini Soares comenta os avanços da nova legislação, a NR-32, que define as medidas de segurança e proteção aos profissionais em estabelecimentos de saúde, que passam a ser obrigação dos empregadores do setor.

O boletim apresenta ainda um rol de documentos e textos de apoio para complementar a atualização nessa área.

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Veja o conteúdo desta edição na íntegra, fazendo o download do arquivo abaixo (PDF):
Infectologia Hoje – ano I – nº 2 – Riscos Biológicos e Segurança dos Profissionais de Saúde [191 KB]

Leituras Recomendadas

Veja a indicação de bibliografia pertinente à temática desta edição:
 

“SINABIO dos acidentes com material biológico: prevenir é preciso” é tema do Boletim Epidemiológico que enfoca questões relativas aos acidentes ocupacionais com exposição a material biológico. Traz artigos sobre a prevenção de acidentes, o uso de anti-retrovirais para profilaxia pós-exposição e um balanço das notificações de acidentes, monitorados pelo Sistema de Notificação de Acidentes Biológicos (Sinabio) entre 1999 e 2003.Referência: CRT DST/Aids e Centro de Vigilância Epidemiológica Alexandre Vranjac. Sinabio – Dos acidentes com material biológico: prevenir é preciso. Boletim Epidemiológico. São Paulo, ano II, nº 1, janeiro 2004, 16p.
Arquivo:Boletim Sinabio_2004

Publicação aborda questões e necessidades relacionadas à segurança dos trabalhadores da área de saúde e oferece subsídios para ações relacionadas à biossegurança, desde as exposições ocupacionais e o risco de infecção por meio de material biológico contaminado até aspectos legais, as políticas de redução de riscos, imunização, o processamento de artigos e superfícies, o lixo hospitalar etc.Referência: Programa Estadual de DST/Aids. Biossegurança – atualidades em DST/Aids. 2ª edição revisada e ampliada. São Paulo, janeiro 2003, 78p.
Arquivo:CRT DST-Aids SP_Biossegurança

Guia de recomendações produzido por programas do Ministério da Saúde aborda e orienta as condutas, pré e pós-exposição, indicadas para prevenir o risco de infecção de profissionais de saúde pelo HIV e pelos vírus das hepatites B e C, no ambiente de trabalho. Traz recomendações para prevenção dos acidentes, enfocando ações permanentes e medidas de proteção individual e coletiva. A ênfase deste guia é a abordagem das principais formas de transmissão e de profilaxia pós-exposição contra o HIV, HBV e HCV.Referência: Ministério da Saúde – Programa Nacional de DST/Aids. Recomendações para atendimento e acompanhamento de exposição ocupacional a material biológico: HIV e hepatites B e C. PN DST/Aids. Brasília, 2004, 56p.
Arquivo: MS 2004_Manual Recomend Pós-Exposição Ocupacional_HIV HBV HC

Estudo analisa aspectos afetivos e cogni­tivos que influenciam o trabalho de profissionais que cuidam de pessoas vivendo com o HIV/Aids, frente ao risco ou experiência de exposição acidental a material biológico potencialmente contaminado. Aspectos técnicos também aparecem associados à possibilidade de ocorrência de acidentes.Referência: Rissi, M. R. R., Machado, A. A. e Figueiredo, M. A. C. Profissionais de saúde e Aids: um estudo diferencial sobre crenças e afetos associados à experiência de exposição acidental a material biológico potencialmente contaminado. Cad. Saúde Pública. Vol.21, nº 1, jan/fev 2005, p.283-291.
Arquivo: Cad Saude Pública_profissionais de saúde e HIV-Aids

O artigo propõe um método de análise coletiva de acidentes de trabalho em ambiente hospitalar, com o duplo objetivo de analisar os acidentes levando em conta a realidade das atividades de trabalho e propiciar a adoção de ações destinadas a prevenir a reincidência. Discuti, ainda, as possibilidades e limites do método nos hospitais.Referência: Osorio, C., Machado, J. M. H. e Minayo-Gomez, C. Proposição de um método de análise coletiva dos acidentes de trabalho no hospital. Cad. Saúde Pública. Vol. 21, nº 2, mar/abr 2005, p.517-524.
Arquivo: Cad Saude Pública_análise acid ocupacionais em hospitais

Guia de recomendações norte-americano para o tratamento de profissionais de saúde com exposição ocupacional a sangue e outros fluidos biológicos que possam conter os vírus das hepatites B e C e também o HIV. Trata-se de uma edição de 2001, que aborda as principais formas de transmissão desses patógenos nesse tipo de exposição, detalhando os procedimentos padrão para a profilaxia pós-exposição ao HBV e HIV, bem como as orientações para o monitoramento dos acidentes que envolvem o risco de infecção pelo HCV.Referência: Centers for Disease Control and Prevention. Updated U.S. Public Health Service Guidelines for the Management of Occupational Exposures to HBV, HCV, and HIV and Recommendations for Postexposure Prophylaxis. MMWR. Vol. 50, nº RR-11, 29/06/2001.
Arquivo: Guidelines USA_controle infecção hbv hcv hiv em unidades de saúde

Edição do final de 2005, este guia norte-americano atualiza as recomendações e procedimentos para o tratamento de profissionais de saúde em acidentes ocupacionais que envolvam o risco da infecção pelo HIV. A publicação enfatiza a aderência à profilaxia pós-exposição, bem como as orientações para o acompanhamento dos acidentados, objetivando melhorar a aderência e monitorar os efeitos adversos.Referência: Centers for Disease Control and Prevention. Updated U.S. Public Health Service Guidelines for the Management of Occupational Exposures to HIV and Recommendations for Postexposure Prophylaxis. MMWR. Vol. 54, nº RR-9, 30/09/2005.
Arquivo: Guidelines USA_controle infecção hiv em unidades de saúde

Publicação elaborada com a colaboração de especialistas europeus aborda as questões pertinentes à exposição ocupacional, com ênfase aos vírus das hepatites B e C. Enfoca aspectos quanto à prevenção, as situações de risco de infecção, os aspectos médico-legais e a relevância do tratamento e acompanhamento dos profissionais acidentados.Referência: Puro, V. et al. European recom­men­dations for the management of healt­hcare workers occupationally exposed to hepatitis b virus and hepatitis c virus. Eurosurveillance. Vol. 10, nº 10-12, out/dez 2005.
Arquivo: Recomendações européias exposição ocupacional_HBV e HCV

Estudo realizado em cinco países europeus avalia os riscos da transmissão do HCV em acidentes ocupacionais na área de saúde, em especial nas exposições de percutâneas e mucocutâneas, enfatizando a necessidade da difusão e adoção de medidas preventivas.Referência: Yazdanpanah, Y. Risk Factors for Hepatitis C Virus Transmission to Health Care Workers after Occupational Exposure: A European Case-Control Study. Clinical Infectious Diseases. Vol. 41, pp. 1423–30, 2005.
Arquivo: Hepatitis C Virus Health Care Workers after Occupational Exposure

Artigo elaborado por especialistas brasileiras descreve e analisa o acompanhamento de 404 casos de acidentes ocupacionais com exposição a material biológico envolvendo profissionais do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo, no período de agosto de 1998 a janeiro de 2002.Referência: Gutierrez, E. B.; Lopes, M. H. e Yasuda, M. A. S. Accidental exposure to biological material in healthcare workers at a university hospital: Evaluation and follow-up of 404 cases. Scandinavian Journal of Infectious Diseases. Vol. 37, nº 4, pp. 295-300, abril 2005.
Arquivo: SJID_accidental exposure to biological material in HCW at a university hospital

A Norma Regulamentadora para Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde no Brasil (NR-32) foi publicado pelo Ministério do Trabalho e Emprego em novembro de 2005. As diretrizes da NR-32 definem a implementação de medidas de segurança e proteção à saúde, bem como de prevenção dos riscos aos quais os profissionais estão expostos nos hospitais e serviços de saúde em geral.
Arquivo: MTBE_NR32

Resultado de projeto vinculado às universidades brasileiras, o site riscobiologico.org tem por objetivo conscientizar profissionais de saúde quanto os acidentes com material biológico e suas formas de prevenção. Traz artigos médicos, informações técnicas sobre formas de infecção e os patógenos, divulgação de eventos científicos, informações sobre alertas sanitários etc. Permite a troca de experiências entre profissionais de diferentes áreas de atuação. O site tem o apoio da SBI.

Referência: www.riscobiologico.org
Arquivo: Acidentes ocupacionais com risco biológico

Esta edição do boletim dedica-se ao tema Imunizações, trazendo como matéria principal “Imunização em imunodeprimidos: as vacinas para pessoas HIV+”, que explora os vários imunobiológicos disponíveis para uso em pacientes portadores do HIV/Aids. Com base em materiais de referência como as “Recomendações para Terapia Anti-retroviral em Adultos e Adolescentes Infectados pelo HIV”, do PN DST/Aids, e no “Manual dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais – CRIES (2006)”, do Programa Nacional de Imunizações (PNI), o texto apresenta as opções atualmente existentes e as recomendações preconizadas em cada caso. São complementares os textos sobre vacina contra Influenza nas pessoas soropositivas e sobre a recomendação de vacinação para pessoas “comunicantes” de pacientes imunodeprimidos.

O boletim traz ainda a matéria “EUA aprovam vacina contra HPV”, que relata os benefícios da primeira vacina contra papilomavírus humano aprovada pelo Food and Drug Adminstration (FDA), no início de junho de 2006. O produto representa um importante avanço para a prevenção de uma DST que afeta milhões de mulheres em países do mundo inteiro, pois oferece proteção contra os tipos responsáveis por 70% dos casos de câncer do colo do útero e até 90% das ocorrências de verrugas genitais em mulheres.

Complementa a edição a matéria “Vacina contra rotavírus é novidade no calendário de imunização de 2006”, que relata a introdução na rede pública, pelo PNI, da vacina que previne infecções por rotavírus responsáveis por diarréias que podem levar as crianças à hospitalização. O texto alerta para as precauções na administração dessa vacina, destacando o esquema de vigilância introduzido no Estado de São Paulo.Na mesma linha das edições anteriores, o boletim apresenta ainda um rol de documentos e textos de apoio para complementar a atualização nessa área.

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Veja o conteúdo desta edição na íntegra, fazendo o download do arquivo abaixo (PDF): Infectologia Hoje – ano I – nº 3 – Imunização em Imunodeprimidos: as vacinas para pessoas HIV+ [127 KB]

Leitura recomendada

Veja a indicação de bibliografia pertinente à temática desta edição:
 

Manual de recomendações que tem como objetivo orientar a utilização dos imuno­biológicos nos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais. Destina-se a todos os profissionais da área da saúde responsáveis pelo encaminhamento de pessoas a essas unidades especializadas, bem como àqueles que trabalham nos CRIEs. Traz desde conceitos relacionados a imunizações, a apresentação de cada um dos imunobiológicos e suas indicações, os eventos adversos pós-vacinação, entre outras questões.Referência: Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância à Saúde, Programa Nacional de Imunizações. Manual dos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais. Brasília, D.F., 2006, 158p. (no prelo).
Arquivo: MS_PNI_manual CRIE 2006

Outra publicação de orientação aos profissionais de saúde, este manual traz, em nova edição, uma discussão dos conceitos gerais e controle de qualidade dos imuno­bioló­gicos; apresenta do Sistema de Vigilância Epidemiológica de Eventos Adversos Pós-Vacinação, detalha 13 vacinas e os principais eventos adversos a elas relacionados, finalizando com os soros heterólogos disponíveis nos CRIEs.Referência: Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância à Saúde, Programa Nacional de Imunizações. Manual de Eventos Adversos Pós-vacinação 2005. Brasília, D.F., 2006, 155p. (no prelo).
Arquivo: MS_PNI_manual eventos adversos pós-vacinação

O documento do CDC norte-americano traz as recomendações para imunização contra o vírus Influenza destinada aos profissionais que atuam em unidades e serviços de saúde, com informações e orientação quanto a nova vacina com vírus vivo atenuado (LAIV – Live, attenuated influenza vaccine) implantada nos Estados Unidos, além de comparações com a vacina tri­valente inativada de influenza. Disponível no site http://www.cdc.gov/flu.Referência: Centers for Disease Control and Prevention – CDC. Influenza Vacci­nation of Health-Care Personnel. Recom­mendations of the Healthcare Infection Control Practices Advisory Committee (HICPAC) and the Advisory Committee on Immunization Practices (ACIP). MMWR. ER, vol. 55, 18p., 09/2/2006.
Arquivo: CDC_vacinação contra Influenza em profissionais saúde

Este guia de recomendações atualiza o documento de 2005 do Advisory Committee on Immunization Practices (ACIP) do CDC norte-americano, referente ao uso de vacina contra gripe e os agentes antivirais disponíveis, além de novas orientações para a vacinação de crianças, entre outros as­pec­tos. Disponível em http://www.cdc.gov/flu.Referência: Centers for Disease Control and Prevention – CDC. Prevention and Control of Influenza – Recommendations of the Advisory Committee on Immunization Practices (ACIP). MMWR. ER, vol. 55, 28/6/2006.
Arquivo: CDC_prevenção e controle de Influenza

A primeira edição do The New England Journal of Medicine de 2006 traz dois artigos que divulgam resultados de ensaios clínicos sobre vacinas contra rotavírus, além de um editorial que analisa as perspectivas desses novos imunobiológicos. Um dos artigos (Ruiz-Palacios, Guillermo M. et al. Safety and Efficacy of an Attenuated Vaccine against Severe Rotavirus Gastroenteritis) apresenta os resultados dos ensaios clínicos de fase III da Vacina Oral de Rotavírus Humano, realizados com 63.225 crianças, em 11 países da América Latina (inclusive o Brasil, Belém/PA) e na Finlândia. Trata-se da vacina implantada este ano no calendário vacinal de crianças, pelo PNI. O outro artigo (Vesikari, Timo et al. Safety and efficacy of a pentavalent human-bovine (WC3) reassortant rotavirus vaccine) traz os resultados das pesquisas com a vacina penta­valente reagrupada humana-bovina, testada também em 68.038 crianças nos EUA, Europa, América Latina e Taiwan.Referência: The New England Journal of Medicine, vol. 354, nº 01, 05 jan. 2006. Disponível em http://content.nejm.org/
Arquivo: NEJM_Safety and efficacy of an attenuated vaccine against severe rotavirus gastroenterites

Este artigo reporta a continuidade de ensaios clínicos realizados até 2004 de uma nova vacina bivalente contra os tipos 16 e 18 do HPV, ainda em fase de aprovação, que teve por objetivo avaliar a eficácia, segurança e duração da resposta imune alcançados após a vacinação. Os resultados apontaram para um cobertura vacinal estimada em 4,5 anos, a possibilidade de proteção cruzada para outros tipos de HPV (45 e 31) e perfil de segurança de longo prazo.Referência: Harper D.M. et al. Sustained efficacy up to 4·5 years of a bivalent L1 virus-like particle vaccine against human papillomavirus types 16 and 18: follow-up from a randomised control trial. The Lancet, vol. 367, nº 9518, pp. 1247-1255, 15/4/2006.
Arquivo: Lancet_ Sustained efficacy of vaccine against HPV

Esta edição do boletim dedica-se ao tema das co-infecções HIV e hepatites virais, trazendo como matéria principal “Hepatites virais têm papel de destaque entre agravos dos pacientes HIV+”, onde se destacam os principais aspectos das co-infecções com HBV e HCV entre soropositivos, importante problema de saúde pública em todo mundo. O texto apresentam os desafios aos infectologistas em termos dos tratamentos voltados a esses pacientes, abordando questões como o diagnóstico laboratorial, a profilaxia do HBV e a biópsia hepática.

Na matéria “Evolução mais rápida da hepatite C no HIV+ impõe tratamento do HCV”, são apontados os principais elementos que surgem no tratamento da co-infecção HIV-HCV, como a biópsia prévia para avaliar grau de comprometimento hepático. Dependendo das condições clínicas do soropositivo, terapêutica da hepatite C será idêntica à utilizada para o paciente monoinfectado pelo HCV. Os critérios para exclusão do tratamento da hepatite C e a rotina de monitoramento ambulatorial também são apresentados.

Já o texto “Terapêutica da co-infecção HIV-HBV dispõe de drogas com atuação comum” tem por base as recomendações para diagnóstico e manuseio da Hepatite B e Delta, elaboradas pelo Comitê Científico de Hepatites Virais da SBI e Grupo de Consenso convidado para elaboração deste documento. A matéria traz as principais orientações em relação à terapia do paciente soropositivo co-infectado pelo HBV, destacando-se ainda os desafios da terapia anti-retroviral de alta potência.

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Infectologia Hoje –ano I – nº 4 – Hepatites virais têm papel de destaque entre agravos dos pacientes HIV+ [168 KB]

Leituras recomendadas
Veja a indicação de bibliografia pertinente à temática desta edição:

Consenso SBI sobre Hepatite B

Suplemento do The Brazilian Journal of Infectious Diseases (BJIB), publicado em agosto de 2006, o I Consenso da SBI para o Diagnóstico e Manuseio da Hepatite B (e Delta) foi elaborado pelo Comitê Científico de Hepatites Virais da SBI em conjunto com o Grupo de Consenso, composto por mais 20 especialistas de diferentes regiões do país. São 17 capítulos, em cerca de 80 páginas, que trazem desde aspectos epidemiológicos, patogenia, história natural da Hepatite B e de diagnóstico, até as principais recomendações para tratamento do HBV, o manejo do hepatocarcinoma e do transplante hepático, o tratamento da hepatite Delta, a co-infecção HIV-HBV e imunizações. Arquivo: I Consenso da SBI para o Diagnóstico e Manuseio da Hepatite B (e Delta),

Consenso SPI sobre Hepatite C

A segunda edição do Consenso da Sociedade Paulista de Infectologia (SPI) para Manuseio e Terapia da Hepatite C, foi publicada no segundo semestre de 2004 e representa uma ferramenta de consulta útil, que não é definitiva, devido à velocidade das informações nesse campo. Traz as recomendações para o tratamento da doença nas fases aguda e crônica, o retratamento, aspectos da co-infecção HCV-HIV, além de diversos outros tópicos, desde aspectos básicos e epidemiológicos, uso de métodos cinéticos e análise de custo-efetividade, até novas terapias e tratamento de cirróticos, uso de métodos diagnósticos, transplante de fígado e hepatocarcinoma etc. Arquivo: II Consenso da SPI para o Manuseio e Terapia da Hepatite C

Consensos da Sociedade Brasileira de Hepatologia

A partir de duas reuniões realizadas em agosto de 2005 em São Paulo com a participação de cerca de 30 especialistas, a Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) elaborou o Consenso sobre Condutas nas Hepatites Virais B e C. Tratam-se de dois importantes documentos que trazem as principais recomendações para o diagnóstico, o manejo clínico e tratamento de ambas as infecções, apresentando os pontos de consenso do grupo na quase totalidade dos procedimentos analisados e variados percentuais de aceitação em inúmeras condutas em que a posição dos especialistas reunidos pela SBH não foi unanimidade. Arquivo: Consenso SBHepat_tratamento HBV
Arquivo: Consenso SBHepat_tratamento HCV

Manual de Aconselhamento em Hepatites Virais

O Programa Nacional para a Prevenção e o Controle das Hepatites Virais (PNHV) editou em 2005 o Manual de Aconselhamento em Hepatites Virais, utilizado nas diversas capacitações realizadas junto os Centros de Testagem e Aconselhamento de todo o país, com o objetivo de contribuir para a promoção de ações de aconselhamento e a consolidação de um sistema de atendimento nos diversos serviços que recebem usuários que estiveram sob risco de ter adquirido hepatites virais ou portadores já identificados. Apresenta didaticamente os principais aspectos envolvidos no diagnóstico e na prevenção das várias formas de hepatites virais. Arquivo: PNHV_Manual de Aconselhamento em Hepatites Virais

SES/SP – Centro de Vigilância Epidemiológica Prof. Alexandre Vranjac

Material produzido em 2002 pelo Centro de Vigilância Epidemiológica Prof. Alexandre Vranjac da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, o Guia de Orientações Técnicas hepatite B e C tem por objetivo servir como material de apoio e consulta para os profissionais que atuam nos diversos serviços de Saúde do Estado de São Paulo, orientando o atendimento dos usuários portadores de hepatites B e C. O site do CVE traz também inúmeros outros documentos de orientação ao tratamento das hepatites virais, como a Norma Técnica Relativa às Diretrizes para o Tratamento da Hepatite Viral C Crônica. Site: http://www.cve.saude.sp.gov.br/htm/hepatite/hepa_port.html Arquivo: Guia de Orientações Técnicas hepatite B e C Arquivo: Norma Técnica Relativa às Diretrizes para o Tratamento da Hepatite Viral C Crônica

Portarias do Ministério da Saúde

Publicadas em novembro de 2002, as portarias nº 860/02 e 863/02 são os protocolos em vigor que regulamentam o tratamento das hepatites virais B e C, respectivamente. Trazem todas as informações necessárias para apoiar os profissionais de saúde nas decisões referentes às condutas de diagnóstico e de tratamento dos pacientes portadores dos vírus B e C das hepatites. Estão disponíveis no Saúde Legis – Sistema de Legislação da Saúde, no site do Ministério da Saúde. Hepatite B: http://dtr2001.saude.gov.br/sas/PORTARIAS/PORT2002/PT-860.htm Hepatite C: http://dtr2001.saude.gov.br/sas/PORTARIAS/PORT2002/PT-863.htm

Site HIV and Hepatites.com

Website norte-americano elaborado por um grupo de especialistas, traz informações e dados sobre as infecções por HIV/Aids e pelos vírus das hepatites B e C, isoladamente, além de uma área dedicada exclusivamente às co-infecções. Apresenta resultados de pesquisas e estudos clínicos, guias de tratamento, os medicamentos para cada infecção, os principais eventos científicos e notícias sobre temas dessa área, além de oferece a possibilidade de subscrição para uma newsletter eletrônica. Site: http://www.hivandhepatitis.com/index.html

Co-infecção HIV e hepatites virais – 1º Consenso Europeu (2005)

O site hivandhepatitis.com apresenta e comenta os principais temas debatidos pelos especialistas que participaram do evento “1st European Consensus Conference on the Treatment of Chronic Hepatitis B and C in HIV Co-infected Patients”, que definiu as recomendações de tratamento das co-infecções HIV/Aids e hepatites virais, realizado em Paris (França), em março de 2005. Já no site do Journal of Hepatology, da European Association for the Study of the Liver, estão disponíveis três suplementos: um com “proceedings”, outro com os “short statement” e um terceiro com os “abstracts” da conferência. Site: http://www.hivandhepatitis.com/2005icr/1stcoinf/main.html Site: http://www.jhep-elsevier.com/home

Esta edição do Infectologia Hoje aborda as principais doenças infecciosas que podem acometer a gestantes e representar risco de transmissão vertical, ou seja, de infecção do bebê no decorrer da gestação ou durante o trabalho de parto. Entre as patologias abordadas na edição impressa do boletim estão a infecção pelo HIV/aids e a sífilis congênita.
Os recursos disponíveis nos últimos anos têm permitido reduzir significamente o risco da transmissão vertical do HIV. O uso da terapia anti-retroviral para a gestante soropositiva, os cuidados no momento do parto e com o recém-nascido nos primeiros meses de vida, entre outras medidas, permitem que este risco caia para até 2% dos casos.
Nesta matéria, são abordados aspectos como o diagnóstico, o seguimento e o uso de anti-retrovirais da gestante soropositiva, além da quimioprofilaxia com ARVs no parto e no recém-nascido. São tratadas ainda questões como a patogênese da transmissão vertical e a adesão ao tratamento, além da apresentação dos exames laboratoriais de acompanhamento da gestante HIV+.
O outro texto do boletim apresenta a sífilis congênita (SC), que representa ainda um dos sérios problemas de saúde pública no Brasil. O diagnóstico da sífilis e o tratamento da gestante permitem reduzir a incidência da SC, no entanto estes procedimentos não têm sido, muitas vezes, adotados no acompanhamento pré-natal, fazendo com que esta infecção seja uma das doenças transmitidas durante o ciclo grávido-puerperal que apresenta uma das maiores taxas de transmissão.
As características da doença na mulher grávida, as maneiras como ocorrem a transmissão vertical, os riscos para o recém-nascido, bem como os tratamentos recomendados tanto para a gestante quanto para o bebê são aspectos abordados nesta matéria. Nesta edição online, a SBI está disponibilizando adicionalmente textos sobre os riscos de trasmissão vertical da hepatite B, da rubéola, da toxoplasmose e da citomegalovirose.

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Infectologia Hoje – ano II – nº 5 – Infecções com risco de transmissão vertical: HIV/aids, sífilis e outras patologias [159 KB]

Leituras recomendadas
Veja a indicação de bibliografia pertinente à temática desta edição:
Recomendações para Profilaxia da Transmissão Vertical do HIV e Terapia Anti-retroviral em Gestantes

Em novembro de 2005, o Ministério da Saúde (MS), por meio do Programa Nacional de DST e Aids, reuniu o Comitê Assessor para Recomendações de Profilaxia da Transmissão Vertical do HIV e Terapia Anti-Retroviral em Gestantes, que revisou as recomendações de terapia anti-retroviral (TARV) e as demais condutas relacionadas à profilaxia da transmissão vertical do HIV. As recomendações que estão neste documento foram baseadas no conhecimento científico disponível e na experiência de especialistas na área, considerando sempre as condições de implementação das recomendações no Sistema Único de Saúde.Referência: Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Programa Nacional de DST/Aids. Recomendações para Profilaxia da Transmissão Vertical do HIV e Terapia Anti-retroviral em Gestantes. Brasília: Ministério da Saúde, 2006, 81p.

Protocolo para a Prevenção de Transmissão Vertical de HIV e Sífilis

A transmissão vertical do HIV e da sífilis é desafio na saúde pública que necessita ser enfrentado pelas políticas de saúde do Brasil. Com o objetivo de avançar nesta prevenção, é necessário ampliar as condições de atendimento à gestante portadora de HIV ou com sífilis, bem como ao seu recém-nascido. Este protocolo tem o objetivo de contribuir para a melhoria da qualidade na atenção dessa população, resultando em uma redução das taxas de transmissão vertical do HIV e a eliminação da sífilis congênita como um problema de saúde pública. A partir de uma revisão extensa de literatura, espera-se que este documento seja útil para todos os profissionais envolvidos no atendimento das gestantes e seus bebês, aprimorando a qualidade da atenção no pré-natal e puericultura.Referência: Ministério da Saúde. Protocolo para a Prevenção de Transmissão Vertical de HIV e Sífilis. Brasília: Ministério da Saúde, 2006, 124p. (Série A. Normas e Manuais Técnicos)

Diretrizes para o Controle da Sífilis Congênita

Como elementos fundamentais no enfrentamento da transmissão vertical da sífilis, as ações de diagnóstico e prevenção precisam ser reforçadas especialmente no pré-natal e parto; porém idealmente essas ações seriam mais efetivas se realizadas com a população em geral, ainda antes da gravidez ocorrer. O presente manual tem como objetivo contribuir para a implementação do diagnóstico e tratamento imediato dos casos de sífilis, materna e congênita, e da vigilância epidemiológica, de modo que o Brasil possa, em breve espaço de tempo, reduzir os casos de transmissão vertical da sífilis, como tem feito com outros agravos, principalmente o HIV. Referência: Ministério da Saúde. Diretrizes para o Controle da Sífilis Congênita. Brasília: Ministério da Saúde, 2006, 2ª ed., 72p. (Série Manuais nº 24)

Manual de Controle das Doenças Sexualmente Transmissíveis

O Manual de Doenças Sexualmente Transmissíveis – DST tem o objetivo de contribuir para melhorar a qualidade de atenção às pessoas com as infecções do trato reprodutivo e sexualmente transmissíveis mais freqüentes em todo país. Espera-se que o produto final desse trabalho de revisão traga, da forma concreta e didática, o estado atual dos conhecimentos para os profissionais de saúde da rede pública. Este documento traz as principais recomendações para o diagnóstico, tratamento e controle das DST, baseados na revisão da literatura e consensos de especialistas, compilados através da colaboração de um conjunto de profissionais e instituições assessoras. Referência: Ministério da Saúde. Manual de Controle das Doenças Sexualmente Transmissíveis. Brasília: Ministério da Saúde, 2005, 4ª ed., 140p. (Série Manuais nº 68)

Doenças infecciosas e parasitárias: guia de bolso

Este guia procurou compilar todos os manuais e normas técnicas daquelas doenças que são objeto de intervenção do Ministério da Saúde. A obra é especialmente dirigida aos médicos que necessitam obter, em sua prática do dia-a-dia, informações atualizadas sobre aspectos clínicos, epidemiológicos e medidas de prevenção e controle das doenças que se encontram sob monitoramento devido à sua potencialidade de causar danos à saúde dos indivíduos e de se tornar um problema de saúde pública. Um dos seus objetivos é ampliar a participação dos médicos nessas ações, tornando os serviços e sistema de saúde mais sensíveis para diagnosticar as doenças com importância epidemiológica, perceber comportamentos inusitados e novas síndromes e que seja mais precioso e oportuno no desencadeamento de medidas de prevenção e controle. Referência: Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Deptº de Vigilancia Epidemiológica. Doenças infecciosas e parasitárias: guia de bolso. Brasília: Ministério da Saúde, 2005, 5ª ed. amp., 320p. (Série B – Textos Básicos em Saúde)

O tema central da sexta edição do Infectologia Hoje é a co-infecção entre tuberculose (TB) e HIV/aids e os desafios que a integração dessas patologias representam para a saúde pública mundial. A matéria destaca a que a tuberculose, apesar de muitas vezes ser uma doença negligenciada, é a principal causa de óbito entre soropositivos. Além disso, a elevação das taxas de co-infecção determina desafios que dificultam a redução da incidência de ambas as doenças. De acordo com o texto, o crescente aumento da prevalência do HIV trouxe sérias implicações ao controle da TB. As terapias disponíveis, a forma multirresistente e as interações medicamentosas também são temas deste boletim.
As opções terapêuticas para a tuberculose e forma multirresistente são os assuntos tratados em outra matéria, que apresenta o sistema de tratamento da tuberculose no Brasil como também os fundamentos da quimioterapia múltipla. A descrição dos tipos de terapias são complementadas por informações referentes ao uso racional dos fármacos anti-TB na composição dos regimes de tratamento.
Já a matéria “A complexidade da tuberculose resistente” trata das mutações e multiplicações que as bactérias da tuberculose sofrem, aumento o grau de dificuldade no tratamento bem como a resistência bacteriana aos medicamentos. As mutações e os tipos de resistências do M. tuberculosis mais recorrentes são abordados pelo texto, que também faz um retrospecto com o histórico da resistência aos fármacos no Brasil e a atual situação da resistência no país.
O último assunto do boletim refere-se às “Interações medicamentosas no tratamento da co-infecção HIV/TB”, com a descrição dos resultados da utilização de duas drogas fundamentais para o tratamento dessa co-infecção: a rifampicina, cujo uso é essencial no tratamento à TB, e os inibidores de protease e da transcriptase reversa não-nucleosídeos,componentes da terapia antiretroviral (TARV). O texto também apresenta outras interações importantes como entre a rifampicina e terapia anti-retroviral, a rifampicina e efavirenz, as alternativas do efavirenz, além recomendações específicas sobre o tratamento em populações especiais (gestantes e crianças).

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Infectologia Hoje: ano II – nº 6 – HIV/aids e tuberculose: os desafios da co-infecção [123 KB]

Bibliografia de referência
No Programa de Educação Continuada – PEC/SBI:
Adverse events and treatment interruption in tuberculosis patients with and without HIV coinfection
Virological Response to Highly Active Antiretroviral Therapy Is Unaffected by Antituberculosis Therapy
Incidence of Tuberculosis during Highly Active Antiretroviral Therapy in High-Income and Low-Income Countries
Extensively Drug-Resistant Tuberculosis: Are We Learning from History or Repeating It?
Global Incidence of Multidrug-Resistant Tuberculosis
Rifabutin for treating pulmonary tuberculosis (Review)
The Global Task Force on XDR-TB – Update
Tuberculosis 2007 – from basic science to patient care
WHO three I´s meeting report: Isoniazid Preventive Treatment (IPT), Intensified Case Finding (ICF) for active TB, and TB Infection Control (IC)
XDR TB — implications for global public health


Outras publicações:
Impact of Antiretroviral Therapy on the Incidence of Tuberculosis: The Brazilian Experience, 1995–2001
Guidelines for the programmatic management of drug-resistant tuberculosis
Tuberculose multirresistente no Brasil: histórico e medidas de controle
Tendência da mortalidade por tuberculose no Brasil, 1980 a 2004
Incidência de tuberculose e taxa de cura, Brasil, 2000 a 2004
Tuberculose e infecção pelo HIV no Brasil: magnitude do problema e estratégias para o controle
Tuberculose: Panorama doloroso no estado do Rio
Treatment Strategies for HIV-Infected Patients with Tuberculosis: Ongoing and Planned Clinical Trials
Treatment Options for HIV-Associated Tuberculosis
Tuberculosis and HIV Infection: The Global Setting
Facing the Crisis: Improving the Diagnosis of Tuberculosis in the HIV Era
Managing Drug Interactions in the Treatment of HIV-Related Tuberculosis

Nesta edição, o boletim Infectologia Hoje dedica-se ao tema da Síndrome Inflamatória da Reconstituição Imune (SIRI), trazendo como matéria principal a SIRI e o HIV/Aids, onde se destacam os principais aspectos desta manifestação e seu comportamento em pacientes soropositivos. Além disso, são apresentados alguns detalhes da SIRI relacionada a patologias específicas como a Tuberculose, MAC, CMV, Varicela zoster, Leucoencefalopatia Multifocal Progressiva (LEMP) e Criptococose. O texto ainda mostra que a SIRI, apesar de ser um fenômeno bem documentado, ainda carece de uma maior caracterização e sistematização do diagnóstico e da terapêutica. Quanto pior e mais longa a imunodepressão, maior o risco da sua ocorrência.
A matéria “TB na Síndrome Inflamatória da Reconstituição Imune” aponta que a ocorrência da SIRI associada à tuberculose (TB) em pacientes co-infectados com HIV é da maior relevância devido à elevada prevalência da TB, além da morbidade e mortalidade associadas a esta infecção.O texto ainda aborda alguns fatores de risco da SIRI em pacientes com co-infecção HIV/TB e quando deve ser iniciada a terapia anti-retroviral (TARV). A matéria destaca também que o diagnóstico da SIRI associada à tuberculose em pacientes co-infectados com HIV é eminentemente clínico, não havendo marcadores clínicos ou laboratoriais específicos.
Já o texto “Criptococose e SIRI em HIV/Aids” caracteriza a criptococose e sua atuação no organismo, com as principais implicações desta micose de natureza sistêmica com porta de entrada inalatória, causada por fungos do complexo Cryptococcus neoformans. O envolvimento pulmonar na criptococose é o segundo mais freqüente após o acometimento do sistema nervoso central. A manifestação em pacientes com HIV/Aids, o diagnóstico, sintomas e tratamento também são destacados no artigo.
Os casos de infecções virais e a SIRI é tema do último artigo desta edição do Infectologia Hoje. O texto destaca que a ocorrência da SIRI se dá, principalmente, dentro dos três primeiros meses do início da TARV, durante a fase de rápida reconstituição imune, podendo ocorrer também quando um esquema anti-retroviral em falha é trocado por um esquema mais potente, ou quando a TARV é retomada após uma interrupção. Complementarmente, o artigo traz as principais manifestações de infecções virais – como o herpes vírus e as hepatites B e C -, além de recomendações de prevenção.

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Infectologia Hoje: ano II – nº 7 – Síndrome Inflamatória da Reconstituição Imune em HIV/aids [122 KB]


Bibliografia de referência

No Programa de Educação Continuada – PEC/SBI:

Immune reconstitution inflammatory syndrome (IRIS): review of common infectious manifestations and treatment options

Immune reconstitution inflammatory syndrome in association with HIV/AIDS and tuberculosis: views over hidden possibilities

Immune activation and inflammation in HIV-1 infection: causes and consequences

Guidelines for Prevention and Treatment of Opportunistic Infections in HIV-Infected Adults and Adolescents – 2008

Does immune reconstitution syndrome promote active tuberculosis in patients receiving highly active antiretroviral therapy?


Outras publicações:

Predicting Immune Reconstitution Syndrome

Immune Reconstitution Inflammatory Syndrome – Risk Factors and Treatment Implications

Immune reconstitution inflammatory syndrome: more answers, more questions

Kaposi Sarcoma–Associated Immune Reconstitution Inflammatory Syndrome

Immune reconstitution diseases: Is it possible to establish recommendations?

Immune reconstitution inflammatory syndrome

Incidence and Risk Factors for Immune Reconstitution Inflammatory Syndrome in an Ethnically Diverse HIV Type 1–Infected Cohort

Immune Reconstitution Syndrome in Patients Treated for HIV and Tuberculosis in Rio de Janeiro

Immune Reconstitution Inflammatory Syndrome in HIV-Infected Patients Receiving Antiretroviral Therapy

Immune reconstitution inflammatory syndrome in association with HIV/AIDS and tuberculosis: Views over hidden possibilities

Immune Reconstitution Syndrome in HIV: Validating a Case Definition and Identifying Clinical Predictors in Persons Initiating Antiretroviral Therapy

Immune activation and inflammation in HIV-1 infection: causes and consequences

Determinants of Immune Reconstitution Inflammatory Syndrome in HIV Type 1–Infected Patients with Tuberculosis after Initiation of Antiretroviral Therapy

Immune reconstitution inflammatory syndrome (IRIS): review of common infectious manifestations and treatment options

Tuberculosis-associated immune reconstitution disease: incidence, risk factors and impact in an antiretroviral treatment service in South Afric

A 8ª edição do boletim Infectologia Hoje dedica-se à “Terapia anti-retroviral inicial para adultos soropositivos” e a matéria principal aborda o esquema inicial do tratamento antirretroviral para os adultos com HIV, destacando as drogas que compõem a terapia em diferentes fases. Além disso, o texto apresenta as drogas que usualmente são recomendadas para o início do tratamento e os riscos de um tratamento iniciado pela dupla de inibidores da (ITRN) associados a um inibidor da transcriptase reversa não-nucleosídeo (ITRNN). Outro destaque diz respeito aos alertas às falhas terapêuticas que podem ser associadas em algumas combinações de medicamentos, como o uso do ITRNN no início do tratamento devido a uma baixa barreira genética, o que facilita o surgimento de resistência aos outros antirretrovirais que compõem o esquema.
A matéria “Toxicidades da terapia anti-HIV” reflete a necessidade de se tratar sobre um tema que faz parte do cenário atual da epidemia e que ganhou um capítulo específico no Consenso do Programa Nacional de DST-Aids. Tendo em vista a morbidade da infecção pelo HIV, as infecções oportunistas tornaram-se menos freqüente com a introdução da terapia antirretroviral potente. Além disso, quadros explicativos esclarecem o manejo do risco cardiovascular, o diagnóstico laboratorial de diabetes mellitus e outras toxicidades associadas a drogas ARV, como a lipodistrofia, nefrotoxicidades, efeitos neuropsiquiátricos, dentre outros.
A falha na terapia antirretroviral e o manejo da resistência foram assuntos de destaque na terceira matéria do boletim. O texto ainda esclarece que muitos dos fatores responsáveis por falhas virológicas são menos relevantes agora em relação ao início da era HAART. O artigo defende que, após a detecção de uma falha virológica, devem ser determinadas suas possíveis razões, para que exista uma chance maior de sucesso no resgate terapêutico, que representa a supressão máxima da carga viral. Como parte do sistema de resgate é discutida a eficiência de algumas drogas como a enfuvirtida, o darunavir e o raltegravir.
As co-morbidades e co-infecções são os assuntos abordados no último artigo desta edição do Infectologia Hoje, já que o fenômeno da interiorização da infecção pelo HIV provocou, segundo o autor, o seu encontro com as doenças endêmicas, determinando uma expressiva mudança na história natural de ambos. O texto sintetiza as principais recomendações do Sub-Comitê de Co-morbidades, criado pelo PN DST/Aids dentro do Comitê Assessor em TARV para adultos infectados pelo HIV. Dentre as doenças associadas ao HIV, o artigo aborda a tuberculose, o HCV, o HBV, Doença de Chagas, Leishmaniose visceral, Malária e Neoplasias.

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Infectologia Hoje: ano II – nº 8 – Terapia anti-retroviral inicial para adultos soropositivos [127 KB]

Bibliografia de referência

Recomendações para Terapia Anti-retroviral em Adultos Infectados pelo HIV- 2008, do Programa Nacional de DST/Aids [1,10 MB]

A coinfecção do HIV/Aids e doenças endêmicas – Chagas, malária, leishmaniose e hanseníase – é o destaque da 9º edição do boletim Infectologia Hoje. A matéria principal aborda a reativação da doença de Chagas em pacientes com Aids, com ênfase aos casos documentados, diagnóstico e o tratamento de reativação. Além disso, o texto apresenta as drogas que usualmente são recomendadas para o início do tratamento e os riscos de um tratamento iniciado pela dupla de inibidores da (ITRN) associados a um inibidor da transcriptase reversa não-nucleosídeo (ITRNN). Outro destaque diz respeito aos alertas às falhas terapêuticas que podem ser associadas em algumas combinações de medicamentos, como o uso do ITRNN no início do tratamento devido a uma baixa barreira genética, o que facilita o surgimento de resistência aos outros antirretrovirais que compõem o esquema.

A matéria “Toxicidades da terapia anti-HIV” reflete a necessidade de se tratar sobre um tema que faz parte do cenário atual da epidemia e que ganhou um capítulo específico no Consenso do Programa Nacional de DST-Aids. Tendo em vista a morbidade da infecção pelo HIV, as infecções oportunistas tornaram-se menos freqüente com a introdução da terapia antirretroviral potente. Além disso, quadros explicativos esclarecem o manejo do risco cardiovascular, o diagnóstico laboratorial de diabetes mellitus e outras toxicidades associadas a drogas ARV, como a lipodistrofia, nefrotoxicidades, efeitos neuropsiquiátricos, dentre outros.

A falha na terapia antirretroviral e o manejo da resistência foram assuntos de destaque na terceira matéria do boletim. O texto ainda esclarece que muitos dos fatores responsáveis por falhas virológicas são menos relevantes agora em relação ao início da era HAART. O artigo defende que, após a detecção de uma falha virológica, devem ser determinadas suas possíveis razões, para que exista uma chance maior de sucesso no resgate terapêutico, que representa a supressão máxima da carga viral. Como parte do sistema de resgate é discutida a eficiência de algumas drogas como a enfuvirtida, o darunavir e o raltegravir.

As co-morbidades e co-infecções são os assuntos abordados no último artigo desta edição do Infectologia Hoje, já que o fenômeno da interiorização da infecção pelo HIV provocou, segundo o autor, o seu encontro com as doenças endêmicas, determinando uma expressiva mudança na história natural de ambos. O texto sintetiza as principais recomendações do Sub-Comitê de Co-morbidades, criado pelo PN DST/Aids dentro do Comitê Assessor em TARV para adultos infectados pelo HIV. Dentre as doenças associadas ao HIV, o artigo aborda a tuberculose, o HCV, o HBV, Doença de Chagas, Leishmaniose visceral, Malária e Neoplasias.

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Infectologia Hoje: ano II – nº 9 – Coinfecção do HIV/Aids e doenças endêmicas [326 KB]

Bibliografia de referência
Recomendações para Terapia Anti-retroviral em Adultos Infectados pelo HIV- 2008, do Programa Nacional de DST/Aids [1,10 MB]

A 10ª edição do boletim Infectologia Hoje dedica-se a uma reciclagem sobre o diagnóstico e tratamento dos linfomas, abordando especificamente a interface desta patologia com a Infectologia.

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Infectologia Hoje: ano III – nº 10 – Linfomas: diagnóstico e tratamento [176 KB]

Bibliografia de referência

• Apresentação "Linfomas: do diagnóstico ao tratamento" durante sessão da I Conferência Brasileira de Infectologia. Acesse: Projeto Linfoma – Dra. Gisele W. B. Colleoni [3,20 MB]

• ARMITAGE JO. How I treat patients with diffuse large B-cell lymphomas. Blood. 2007;110(1):29-36.

• DAVE SS, WRIGHT G, TAN B et al. Prediction of survival in follicular lymphoma based on molecular features of tumor-infiltrating immune cells. N Engl J Med. 2004; 21:2159-69.

• GRIBBEN JG How I treat indolent lymphoma. Blood. 2007;109(11): 4617-26.

• HANS CP; WEISENBERGER DD; GREINER TC et al. Conformation of the molecular classification of diffuse large B-cell lymphoma by immunohistochemistry using a tissue microarray. Blood. 2004;103:275–282.

• JAFFE ES, HARRIS NL, STEIN H, et al. World Health Organization Classification of Tumors. Pathology and Genetics. Tumours of Haematopoietic and Lymphoid Tissues. Lyon, France: IARC Press 2001.

• NCCN. National Comprehensive Cancer Network. The complete library of practice guidelines in oncology. Versão 2007. Disponível em http://www.nccn.org.

• SOLAL-CELIGNY P, ROY P, COLOMBAT P et al. Follicular lymphoma international prognostic index. Blood 2004; 104: 1258-65.

• SEHN LH, DONALDSON J, CHHANABHAI M, et al. Introduction of combined CHOP plus rituximab therapy dramatically improved outcome of diffuse large B-cell lymphoma in British Columbia. J Clin Oncol. 2005;23(22):5027-33.

• SEHN LH, BERRY B, CHHANABHAI M, FITZGERALD C, GILL K, et al. The revised International Prognostic Index (R-IPI) is a better predictor of outcome than the standard IPI for patients with diffuselarge B-cell lymphoma treated with RCHOP. Blood. 2007; 109(5):1857-6.

• SWEETENHAM JW. Diffuse Large B-Cell Lymphoma: Risk Stratification and Management of Relapsed Disease. Hematology Am Soc Hematol Educ Program. 2005:252-259.

• The International Non-Hodgkin’s Lymphoma Prognostic Factors Project. A predictive model for agressive non-Hodgkin’s lymphoma. N Engl J Med. 1993; 392: 987-94.

• VAN OERS MH, KLASA R, MARCUS RE, WOLF M, KIMBY E, GASCOYNE RD, et al. Rituximab maintenance improves clinical outcome of relapsed/resistant follicular non-Hodgkin’s lymphoma, both in patients with and without rituximab during induction: results of a prospective randomized phase III intergroup trial. Blood. 2006;108(10):3295-301.